Palavras com Sabor

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cornualha, 2 de janeiro 1204

Querido Tristão,

            Passou imenso tempo desde que nos vimos pela última vez, e tu continuas a ser a única pessoa que faz bater o meu coração de uma maneira especial, quando penso em ti…
            As saudades que sinto por ti desfazem o meu coração em mil pedaços. Vejo-te em todo o lado. Quando estou no jardim, tu apareces para me resgatar desta prisão, mas rapidamente percebo que tudo não passa de uma ilusão. Sinto-me como se o meu coração parasse e se transformasse em cinzas.
            Promete-me que voltarás o mais rápido possível para me levar contigo, bem para longe, onde ninguém nos encontre.
            Um grande beijo da tua amada,

Isolda (Mariana)

            P.S.: Amo-te muito!!!
Cornualha, 22 de janeiro de 1019

Amado Tristão,

Espero que estejas bem! Eu não estou, pois as saudades que eu sinto por ti matam-me (não se nota por fora, mas por dentro estou a morrer aos pedaços)...
Choro por ti todos os dias! Os teus olhos, os teus lábios, o teu corpo parece que chamam por mim…
Quando estou no castelo, na Cornualha, olho para as paredes brancas e relembro-me dos momentos em que podíamos estar e estivemos juntos. Eu e o rei Marco ainda estamos unidos pelo matrimónio, mas eu choro todos os dias, pois o meu coração é e será sempre teu.
Tu és a razão do meu levantar, mesmo que estejas longe do meu olhar.
Tenho saudades do teu olhar matador.
Para demonstrar o meu amor, dedico-te um poema:
O meu coração
Suspira por ti, meu amor.
Quando, por vezes, não vens,
Ele salta com a dor!
E assim termina a minha carta, com um gesto amável como tu! Sinto imensas saudades tuas, meu príncipe!
Amo-te infinitamente!

Isolda (Camila Neto)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cornualha, 26 de junho de 1108

Querido Tristão,

Neste momento estou na Cornualha, a pensar em ti. Escrevo-te para que saibas que eu não penso noutra coisa se não em ti. Desde que te vi que o meu coração se despenhou numa ravina. Quando fecho os olhos, penso no olhar que trocámos quando nos vimos pela primeira vez. Sinto-me bastante triste, por não estar deitada nos teus braços carinhosos, mas feliz por te ter conhecido.
Quero ver-te! Desejo-te com todo o meu coração. Nunca me esqueço de ti, porque tu és a luz do meu acordar e do meu viver, o sol que brilha no meu rosto…
Vem ter comigo, por favor! Estou a morrer de tristeza por não te ver…
Amo-te muito!!! Adeus, meu amor!
Da tua amada,

Isolda (Inês Lomba)